A minha fé

Não sei se terei sido mal ou bem entendido, num simples comentário (está um excerto do mesmo no fim) do blog da Luz, e nada como deixar as coisas claras, mas como disse, há muito que andava para escrever um post sobre o assunto. Mas era mais um post do que eu acho errado na minha “religião”, pois eu não ataco as outras e defendo a minha, para mim, não há religiões perfeitas, pelo menos as que conheço na minha fraca sabedoria….

Apesar de ter á minha fé, apesar de ser católico por imposição/escolha dos meus pais, não referi que o iria deixar de ser, nem critiquei a opção deles, não foi só a religião que eles escolheram para mim que fez a pessoa que sou, mas sim a educação que me deram e pelos valores que me incutiram, e isso nunca poderei de deixar de lhes agradecer, o que faço ainda muitas vezes a minha mãe. O último acto/sacramento Cristão que fiz foi a O Crisma (podem sempre fazer uma pesquisa), e por vontade minha, e porque sempre quis ser padrinho e acabei por ser de três, mas não é sobre isto que quero falar.

Podem-me criticar dizer o que quiserem, dar as opiniões que entenderem, eu vou ouvir as que para mim fizerem mais sentido, eu sou Católico mas sou a minha maneira…. E posso explicar por pequenos exemplos:

Não me confesso: não concordo com a confissão, não vejo a necessidade de ir falar da minha vida privada a ninguém, sim, porquê confissão são em grande parte os nossos segredos e os quais contamos a quem amamos e confiamos, e se Deus e omnipresente, é a Ele, que na minha recolha pessoal confesso faço a minha penitência se o assim entender, escusado será dizer que desde que deixei de me confessar não comungo.

Não vou todos os Domingos a missa: e por uma simples razão, que no meu entender, ou vou com vontade e fé, e estou com atenção, ou então ir lá para que, para marcar presença não obrigado. Por isso vou quando sinto falta, quando tenho vontade, sou capaz de entrar numa igreja em qualquer e ficar algum tempo, entro em algumas pela arte, noutros por mero recolhimento e pela paz que me transmitem os espaços, pela boa energia e harmonia que conseguem transmitir.

Não que seja devoto fervoroso de Nossa Senhora de Fátima, mas é um dos Santuário Mariano que mais paz me transmite, ou transmitiu das poucas vezes que tive a oportunidade de lá ir, quase que se pode dizer que é um lugar mágico, onde é impossível não ficarmos bem, tamanha é a energia existente, e Senhora Nossa a quem já recorri em alguns momentos da minha vida, não que fosse necessário intervenção divina, não que me resolvesse o problema, mas que me desse forças para o enfrentar, pois no caso não poderia pedir mais que isso.

Tenho muito respeito por quem tem fé independentemente em que Deus for, e cada pessoa segue a sua religião a sua maneira, mas nada de fanatismos

Poderia enumerar muito mais coisas, mas acho que por este pequenos exemplos da para perceber o meu ponto de vista perante a minha religião, mas penso que consegui deixar a minha posição mais clara.

As minhas desculpas, a quem aqui vem, e não é costume levarem com estes assuntos pesados, e entrei um pouco em contradição com o que disse num post anteriormente, As Minhas Desculpas……

“eu nem me dou ao trabalho, em contestar a ideia dessas pessoas, que acordem para a vida, eu sou católico por vontade dos meus pais, mas acho que as religiões e tudo mais que uma "treta", uma para sacar dividendos outras para impor as ideias de um louco qualquer, para se construírem igrejas astronómicas, outras para viverem em palácios sumptuosos como é o caso da minha, não sei se é a tua, tenho uma frase da minha mãe guardada, "se não se acredita-se em nada o que seria deste mundo" mas uma coisa é ter fé, amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, humildade e todos estes sentimentos que fazem de nós melhores pessoas (não interpretes isto como um elogio egocêntrico da minha parte não sou melhor nem pior que os outros), não tendo que seguir a regra as tretas das religiões, pois elas são feitas por homens, em nome da religião comentem-se atrocidades, e muito mais poderia estar aqui a dizer estando certo ou não, mas resumindo, se as pessoas quando praticam religião olhassem para a pessoa do lado e não para elas próprias as coisas seriam bem melhor, que eduquem melhor os filhos, eu acredito num Deus em algo superior ou divino, mas não me digam para seguir as regras escritas por homens que são interpretadas da maneira que melhor lhes convém,”

12 comentários:

sonjita disse...

Estes temas são realmente controversos... cada um tem a sua opinião e o seu ponto de vista. Eu também sou Cristã/Católica mas não praticante, e quando digo "não praticante" é no sentido de que não cumpro com alguns aspectos da religião como ir à missa todos os domingos, comungar, confessar... etc. Agora, acho que sou praticante noutros ensinamentos que a religião me deu e que não são mais do que valores que me caracterizam como ser humano com dignidade... é certo que todos pecamos e todos erramos, não estou a fazer de mim nenhuma santa (longe disso, nem queria...), mas acho que cumpro com muita coisa que a religião ensina, e que os meus pais também me ensinaram. Acho que Deus é só um, agora cada um interpreta-o de acordo com a sua crença... acho que não há nenhum Deus que diga que é bom matar, que é bom roubar, que é bom magoar as pessoas... no fundo todos caminham no mesmo sentido. Agora, há alturas em que me perguntam se eu, adoptando esta posição, um dia irei baptizar os meus filhos e transmitir-lhes a religião cristã... e pensando bem, sim, acho que sim, porque se a mim me transmitiu valores que considero importantes acho que com eles pode fazer o mesmo trabalho, além de todo o trabalho de educar em casa (isto para responder ao post que colaste)... no entanto não lhes cobro que em adultos cumpram com o que a religião diz... que retirem sumo do que lhes for transmitido e que se construam como seres!!!! Bem, isto dava pano para mangas... é que apesar da opinião que acabei de deixar, também há muita coisa que me desagrada e que acabou por me afastar... é como tu dizes, não vale a pena ir lá p marcar presença, mas há muita gente q faz isso... enfim, pontos de vista!!!!

Filipe Moço disse...

Zizas (Flloribela LOL) escreves muita fixe!!! continua!!!

ContorNUS disse...

Gostei de te ler....

e como compreendo-te neste post...revejo-me nele

;) voltarei aguardo-te mais vezes

Anónimo disse...

E u concordo con voce. sou católica porque os meus pais educaraome assin.
Tenho a minha fé em un ser superior, mas nao creio numa religiao creada por homens e que serve para justificar cualquer coisa. BEIJOS
anamorgana

Luz disse...

Então a minha caminhada tem sido assim:

Não fui baptizada em bebé porque os meus pais acharam que eu é que deveria escolher (o mesmo fiz com o meu filho).
Por opção fui baptizada com quase 11 anos (digo opção porque fui eu que pedi para ser baptizada). Depois do baptismo continuei até ao Crisma.

À semelhança da sonjita também não sou praticante na medida em que não vou à missa todos os domingos, nem tão pouco todos os dias como alguns Católicos fazem.
Rezo todos os dias, muitas noites adormeço a meio do terço (a meio da noite é ver-me à procura dele).

Durante o dia quase tudo é tema para eu manter conversas infinitas com Jesus. Acredito que me ouve e é o que me basta para não deixar de ter estes diálogos.

Acredito que sem dúvida tem de haver algo superior a nós. Todo o Universo se limitar às nossas mentes que tão limitadas são, não me faz sentido.

Acredito também haver vida depois da morte e acredito na reencarnação.

E pronto, acho que é tudo.

Jinhos

Luz

Belzebu disse...

Apesar de ser ateu, posso entender as tuas inquietações! Eu também cresci numa família católica, fui baptizado e fiz a 1ªcomunhão, no entanto as muitas dúvidas que fui tendo, fizeram-me ler muito, estudar e não encontrar grandes respostas em nenhuma das religiões.

Nada disso impediu que hoje partilhe valores que considere essenciais, como os valores da solidariedade e do respeito pelos outros.

Aquele abraço infernal!

ines disse...

com os desejos de um feliz natal, deixo-te "venho repassar a
CAMPANHA!!!"

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já ganhaste a tua, agora vou
ver se ganho a Minha Também. Passa para os teus AMIGOS,
e ganha mais Estrelinhas também.

Raq disse...

Para mim faz algum sentido o que referiste. Sou catolica pq provenho de uma familia de catolicos .Andei durante 5 anos num colegio catolico só de meninas e confesso que adorei.No entanto so durante esse periodo é que coloquei em pratica o que é ser (ou aquilo q chamam) verdadeiramente catolico , ou seja, ir a missa todos os Domingos, rezar o terço todas as sextas..etc...etc... Não desdenho desses anos, porque aprendi mto com as "irmãs" e agora olho para tras com uma certa saudade.Depois que sair do colegio,não voltei a ir a missa todos os domingos, nem voltei aos outros costumes, mas assim como tu, qdo sinto que preciso de alguma paz, é o local ao qual recorro...Qto a confissões,estou inteiramente de acordo ctg.Sei que existe "algo acima" de nós, agora por mim podem Lhe dar o nome que quiserem, pois isso é o q menos importante. Penso q o q realmente interessa é deixarmo-nos de hipocrisias e seguirmos o nosso coração/razão e claro termos fé nas nossas convicções. Bjss

Paulo Sempre disse...

As religiões são sistemas de valores subjectivos. Existem em função dos crentes, por eles e para eles.
Diz "Durkheim" : « se o investigador não trouxer à análise da religião uma espécie de sentimento religioso, se não a sentir como a sente o crente, será como um cego a falar de cores».

A verdade é que há muita gente que fala de religião sem o tal "sentimento religioso", logo é de «cores» que fala.


Abraço

jocasipe disse...

Eu também sou um católico nada praticante. Tambem tenho a minha fé mas não sou nada ferveroso na minha crença.

Dark_Night_Walker disse...

Concordo plenamente com o que dizes Zizas, já o tenho dito para outras pessoas: a religião é feita pelos homens; devemos pois ouvir as várias religiões, reflectir e decidir quais os valores que devemos adoptar.
Eu também fui católico por imposição, visto que praticamente toda a minha família é crente e alguns membros são praticantes.
Mas desde há uns 3 ou 4 anos que me deparo com as atrocidades em nome da religião a que te referes e com as "lavagens cerebrais" que por vezes se faz na bíblia e nas missas. Não quero ofender ninguém, mas para mim um padre ou um papa é tão santo como qualquer crente, não é um título que faz da pessoa um bom samaritano.
Cada vez mais me "converto" ao budismo, pelos valores que transmite. No entanto, considero-me quase que ateu, visto acreditar apenas em Deus, na existência de Jesus Cristo como um Homem e na bondade e malvadez do Homem. A bíblia, a missa, os cargos religiosos, para mim são instrumentos para controlar a sociedade.
Cada um tem a sua definição de religião, há que respeitá-las.
Espero que com este comentário não tenha ofendido ninguém, pois não era a minha intenção.

noctivaga disse...

Vou contar o meu percurso, pelo facto de ser o inverso dos vossos: venho de uma familia que de religiosa nada tem. Dai que só tenha sido batizada quando decidi que queria casar-me pela Igreja. Nunca tive o hábito de ir á missa. E de um momento para o outro tudo se inverte: O meu filho aos quatro anos começa a acompanhar a prima, que é catequista, aos sábados de manhã. E foi sempre sem qualquer imposição. Foi batizado e fez a primeira comunhão e, quando eu e o meu marido demos por nós, lá estávamos nós a acompanhá-lo na missa de Domingo. O tempo foi passando e quando dei por mim, estava a ser crismada e quando dei por mim estava a dar catequese( uma experiência muito gratificante, um amor incondicional que se tem por aquelas crianças que todos os sábados encontramos) e quando dei por mim, sempre que não podia assistir á missa de Domingo faltava-me qualquer coisa ( primeiro estranha-se, depois entranha-se)e, quando dei por mim, estava a fazer parte de uma fraternidade de Franciscanos a oferecer todo o meu tempo livre a favor dos que mais necessitam (voluntariado) e, quando dei por mim tornei-me numa pessoa muito mais feliz e mais util ao mais próximo.
É evidente que não concordo com todas as teorias da Igreja Católica mas isso não é nada do outro mundo porque nem os Padres concordam com tudo o que este religião lhes impõe,aceitar não significa concordar. Isto é como uma norma que, nós não concordamos com ela mas que temos de aceitá-la.
Outra coisa importante é a forma como as missas são celebradas. Houve Igrejas que evoluiram porque são servidas por padres que não querem ser o centro das atenções e que sentiram a necessidade de se adaptar aos tempos actuais( mais musica, mais participação dos leigos e das crianças) e nessas igrejas fieis não faltam.
Paz e Bem ( saudações franciscanas) para todos vós.